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05/05/2017 às 11:52 | STJD

Lateral do Goiás suspenso por ato hostil

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

Os Auditores da Quarta Comissão Disciplinar puniram o lateral Tony, do Goiás, por expulsão na partida contra o Fluminense, pela Copa do Brasil. Denunciado por jogada violenta, o camisa 2 teve a conduta desclassificada para ato hostil e recebeu a pena de duas partidas de suspensão. Proferida na manhã desta sexta, dia 5 de maio, por maioria dos votos, a decisão cabe recurso. 

A expulsão de Tony ocorreu aos 25 minutos do segundo tempo. Na súmula, o árbitro Raphael Claus narrou que o camisa 2 do Goiás foi expulso com vermelho direto por atingir com o joelho a coxa do adversário Wellington Silva utilizando de força excessiva fora da disputa de bola. Pelo fato, Tony foi enquadrado no artigo 254 do CBJD por praticar jogada violenta. 

Sem prova de vídeo com o lance da partida, o advogado do Goiás João Vicente sustentou. “Chamo a atenção pelo seguinte. Alguns detalhes da súmula penso que merecem destaque. Ainda que a denúncia fale em pontapé, a súmula não fala nisso. Fala que foi expulso por atingir com o joelho a coxa do atleta do Fluminense. No entendimento da defesa foi uma espécie de um empurrão, uma hostilidade, do que efetivamente uma jogada violenta. Por isso, peço a desclassificação para o artigo 250 e, considerando que o atleta do Fluminense permaneceu na partida normalmente, peço a aplicação da pena mínima de uma partida”, concluiu. 

Apesar do pedido, a relatora do processo, Auditora Olímpia Aguiar manteve a denúncia no artigo 254 e justificou. “Considerando a jogada violenta, apeno o atleta a três partidas de suspensão”.

O Auditor Luís Felipe Procópio divergiu. “Faço a adesão ao pedido da defesa e vou desclassificar para o artigo 250. Entendo que pela descrição tenha sido uma atitude hostil. Aplico a pena de uma partida, mas sem converter em advertência”. 

Terceiro a votar, o Auditor Adilson Alexandre Simas também divergiu. “Fico no meio. Ele é primário, mas em razão do ato e pelo atleta atingido ter sido atendido, voto em duas partidas no artigo 250”. 

O Auditor José Maria Philomeno acompanhou o voto da relatora. “O relato do árbitro não expressa o que de fato aconteceu. Estava nesse jogo e o jogador do Goiás deu um pontapé forte no adversário. Ao meu ver foi uma agressão. Ele buscou realmente atingir o adversário. Merece uma pena proporcional ao dano. Voto inteiramente com a relatora”. 

Ultimo a votar, o Presidente da Comissão Luiz Felipe Bulus desclassificou a conduta para o artigo 250 e aplicou duas partidas de suspensão a Tony, do Goiás.

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