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24/08/2017 às 13:50 | STJD

Modesto Roma tem punição reduzida

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol reduziu a pena de Modesto Roma, Presidente do Santos por desrespeitar os membros da arbitragem da partida contra o Flamengo e por descumprir o artigo 1º do Regulamento Geral das Competições da CBF com relação a imagem e credibilidade do campeonato. Punido com 120 dias de suspensão e multa de R$ 100 mil, o mandatário teve a pena minorada em última instância para 30 dias e multa de R$ 30 mil . O recurso foi julgado e a decisão proferida por maioria dos votos, nesta quinta, dia 24 de agosto.

A denúncia teve origem após acusações sem provas do clube santista sobre possível interferência externa em partida da Copa BR. Por maioria dos votos da Terceira Comissão Disciplinar Modesto foi suspenso por 120 dias no artigo 258 e multado em R$ 100 mil, valor máximo previsto no artigo 191. Com a decisão, o clube recorreu e obteve parcial efeito suspensivo até o julgamento final do caso.

Em defesa do Santos, o advogado Marcio Andraus sustentou o pedido de provimento ao recurso para redução da pena. “A questão ocorreu pelo vazamento do ofício e na entrevista do denunciado. A questão é na identificação e dosimetria da pena. Os dizeres foram apenas reiterando o oficio que foi lido no programa. A pressão da torcida foi muito grande e a diretoria tomou um ato. Com o devido respeito, entendo que a pena continua alta. Como Presidente de clube tentou dar menos opinião possível e apenas seguiu o que a diretoria no Brasil fez.”.

Pela Procuradoria, Felipe Bevilacqua justificou a denúncia contra Modesto Roma.  “A denúncia foi estritamente técnica e a condenação também. O problema não foi a manifestação. A Procuradoria se pautou no sentido que em uma entrevista pública o denunciado se baseou em macular a competição quando reforçou que houve a infração e no sentido de ofender os árbitros”, explicou o Procurador-geral da Justiça Desportiva.

Relator do processo, o Auditor Paulo César Salomão Filho deu provimento ao recurso para reduzir a pena do mandatário. "Entendo que a infração é confessada, mas acho que a punição imposta foi extremamente desproporcional a infração cometida. Minha sugestão de voto é de pena de 40 dias e multa de R$ 40 mil", justificou.

O Auditor João Bosco divergiu para dar provimento ao recurso para reduzir a pena para 30 dias de suspensão e R$ 30 mil a multa.

Os Auditores José Perdiz, Antônio Vanderler, Mauro Marcelo de Lima e Silva, Ivo Amarel, Arlete Mesquita e o Presidente Ronaldo Piacente acompanharam na íntegra o voto divergente.

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