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24/08/2017 às 13:34 | STJD

Pleno mantém multa aplicada ao Inter

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

Em última instância, o Internacional teve a multa de R$ 10 mil por desordens mantida. Punido em primeira instância pela conduta de um steward que arremessou um batente de madeira em torcedores, o clube corria o risco de ter a pena majorada em recurso da Procuradoria. Julgado nesta quinta, dia 24 de agosto, os Auditores negaram provimento ao pedido da Procuradoria e mantiveram a multa aplicada na Comissão Disciplinar.

Denunciado por não prevenir e reprimir desordens na partida contra o Criciúma, o Internacional foi multado em R$ 10 mil no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. Em julgamento realizado no dia 28 de julho, o clube foi muito elogiado pelo trabalho preventivo realizado nos jogos no Beira Rio, mas acabou punido pela conduta de um steward que deveria reprimir, mas arremessou um batente de madeira em torcedores. Descontente com a decisão, a Procuradoria entrou com recurso em busca de majoração da pena aplicada ao Inter.

Diante do Pleno, o Subprocurador-geral Felipe Bevilacqua afirmou que após ter acesso ao processo entendeu que a dosimetria aplicada estava dentro de uma medida proporcional. Nos autos o Inter juntou documentos no sentido de comprovar todas as medidas para prevenção e repressão de desordens na praça desportiva.

Com a palavra para voto, o Auditor João Bosco explicou seu entendimento para manter a decisão aplicada pela Comissão Disciplinar. “Os fatos ocorreram nas proximidades do estádio, portanto, do lado de fora. Tais fatos chegaram ao árbitro que tomou conhecimento de informações trazidas pelo comandante da Polícia Militar. Diante das informações, é possível concluir que os fatos não causaram prejuízo ao espetáculo por terem ocorridos após o final da partida e do lado de fora do estádio. O árbitro fez sua obrigação de narrar as informações recebidas, todavia o que ocorre fora é de competência das autoridades públicas e não da Justiça Desportiva. Nego provimento ao recurso para manter a decisão”, justificou.

O Auditor Paulo César Salomão Filho votou para negar provimento e manter a decisão, porém  entende que as imediações fazem parte da praça de desporto.

Os demais Auditores presentes, José Perdiz, Mauro Marcelo de Lima e Silva, Ivo Amaral, Arlete Mesquita e o Presidente Ronaldo Botelho Piacente acompanharam o voto do relator.

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