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22/08/2017 às 15:43 | STJD

Pratto, Digão e Sobis advertidos

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

As expulsões na partida entre São Paulo e Cruzeiro foram julgadas nesta terça, dia 22 de agosto, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol. Denunciados por jogada violenta, Lucas Pratto e Digão tiveram as condutas desclassificadas para ato desleal ou hostil e foram advertidos, enquanto Rafael Sobis foi advertido por desrespeitar a arbitragem. A decisão foi proferida pelos Auditores da Segunda Comissão Disciplinar e cabe recurso.

As equipes se enfrentaram no último dia 13, pela 20ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Lucas Pratto foi o primeiro a receber o vermelho. Aos 47 minutos do segundo tempo o jogador do São Paulo cometeu falta em Henrique e acabou expulso pelo segundo amarelo. Na súmula o árbitro informou que Pratto calçou de forma temerária o adversário.  

Minutos depois, Digão também recebeu o segundo amarelo após calçar seu adversário Hernanes de forma temerária.

Ao término da partida, Rafael Sobis recebeu o vermelho direto por reclamar com o sexteto de arbitragem dizendo: “vocês são ridículos, mal intencionados”. A arbitragem informou ainda na súmula que Sobis foi contido por colegas da sua equipe.

Em sessão, os Auditores assistiram as provas de vídeo apresentadas pelas defesas.

Pela Procuradoria, Antônio Junior reiterou os termos da denúncia.

O advogado Teothônio Chermont sustentou o pedido de absolvição ao atleta Digão. “De fato houve um bote falso que acabou acarretando o segundo amarelo. O segundo amarelo já é a punição aplicada pelo árbitro na jogada. Entendeu que a falta não tinha gravidade suficiente para aplicação do vermelho direto. A defesa pede que seja absolvido Digão por já ter cumprido a automática. Zagueiro sem punição desde 2011”, disse a defesa.

Com relação ao atleta Rafael Sobis, o advogado destacou: “Houve uma reclamação menos educada, mas não se pode querer aplicar uma pena de grande peso. No dia a dia as reclamações são mais agressivas e desrespeitosas do que o que foi dito pelo atleta do Cruzeiro. Considerando que o atleta é primário e tem sete anos de ficha limpa, peço que seja apenas advertido, por já ter cumprido a automática”, finalizou o advogado do Cruzeiro.

Pelo São Paulo, o advogado Martinho Miranda defendeu Lucas Pratto. “Segundo amarelo e não houve atendimento médico. A conduta enquadrada ao atleta foi no artigo 254 de jogada violenta. O atleta foi expulso, ficou suspenso na partida seguinte e não há motivo de ser punido novamente. A defesa pede a absolvição”, concluiu.

Relator do processo, o Auditor Felipe Diego justificou e proferiu seu voto. “A conduta ultrapassa o contato normal do desporto, no entanto não identifico jogada violenta. Desclassifico para o artigo 250 e aplico advertência aos atletas Lucas Pratto e Digão. Ao atleta Rafael Sobis mantenho a denúncia com aplicação da pena mínima convolando em advertência”, votou.

Os Auditores Sônia Frúgoli, Francisco Honório e o Presidente Ivaney Cayres acompanharam o relator na íntegra, enquanto o Auditor Marcelo Vieira divergiu para absolver Lucas Pratto e Digão, acompanhando o relator na advertência a Rafael Sobis.

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