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04/09/2017 às 14:17 | STJD

Presidente do Bahia é absolvido

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

Os Auditores da Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol absolveram o Presidente do Bahia, Marcelo Sant’Ana, por expulsão diante do São Paulo. Denunciado por ameaçar a arbitragem, Marcelo foi julgado nesta segunda, dia 4 de setembro, e foi absolvido por unanimidade dos votos. No entendimento dos Auditores não houve ameaça ou infração nas palavras ditas pelo mandatário. A decisão cabe recurso.

Na súmula da partida, realizada na Arena Fonte Nova no dia 6 de agosto, o árbitro João Batista de Arruda relatou que a arbitragem foi intimidada por Sant’Ana durante o intervalo.

“Nós só queremos correção! Não queremos ser beneficiados! (...) Jogo desses não pode ter equívocos! Eu conheço o Dr. Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro”, disse o Presidente, segundo a súmula da partida.

Pelo episódio, a Procuradoria denunciou Marcelo por infração ao artigo 243-C do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Diante da Comissão, o Procurador Giovani Rodrigues reiterou o termos da denúncia e destacou. “O árbitro fez questão de registrar a forma incisiva e intimidadora. A Procuradoria fez um esforço em tipificar a conduta nos termos do artigo 243-C e pede a existência e procedência da denúncia”, concluiu.

Presente no julgamento, Marcelo Sant’Ana prestou depoimento e explicou o fato. “O árbitro deu uma exagerada. A zona mista é como um salão e ao lado direito o vestiário do time mandante e do esquerdo do visitante. Quando árbitro subiu para a zona mista com seis ou oito policiais, o que fiz foi cobrar por achar que ele estava cometendo alguns equívocos. Na súmula não coloca xingamentos, não fiz gesto, não ofendi. Citei que não quero ser beneficiado, mas também não pode ter erros graves em partidas, inclusive em partidas com confrontos diretos como foi essa”, explicou.

Advogado do Bahia, Paulo Rubens sustentou. “Realmente é um esforço da Procuradoria querer atribuir pelo fato narrado na súmula o viés do artigo 243-C do CBJD. Não há qualquer sentido intimidatório ou ameaça na fala do Presidente. Querer punir o Presidente do clube, absolutamente primário, é privar de todos os atos pelo prazo de 30 dias e multa. A conduta tratada na súmula não é típica ao artigo denunciado e nesse sentido, a defesa pede a absolvição”, finalizou.

Relatora do processo, a Auditora Michelle Ramalho justificou e proferiu seu voto. “Rejeito a denúncia por entender que a conduta não é ameaça ou intimidatória e sim mero desabafo. Nem sequer desrespeito. Nesse sentido, absolvo o denunciado.”

O entendimento da relatora foi acompanhado pelos Auditores Douglas Blaichman, Alexandre Magno e pelo Presidente interino, Gustavo Pinheiro.

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