Integração

01/11/2017 às 17:09 | Assessoria CBF

CBF debate violência em encontro sobre segurança

Diretorias e Gerência de Segurança da Confederação Brasileira de Futebol, membros do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, promotores de justiça e representantes de órgãos de segurança pública se reuniram para debater a segurança do torcedor e propor parcerias com o foco no combate à violência dentro e fora dos estádios brasileiros.

Realizado na sede da entidade na manhã e tarde da última terça-feira (31), o encontro levantou discussões acerca de temas como a venda de bebidas alcóolicas nos estádios e o uso da tecnologia de identificação biométrica para torcedores. Iniciativas para combater a violência entre as torcidas organizadas, novas proposições para laudos técnicos de equipamentos esportivos e a exposição dos novos protocolos e planos de ação em jogos de futebol no país também foram colocados em pauta.

Entretanto, o reflexo negativo dos atos de violência para o espetáculo da bola foi o assunto que mereceu mais atenção dos participantes.

– Contem sempre com o apoio da CBF. Não existe solução para os problemas causados pela violência que não passe pela integração e que não possa ser aplicada de uma maneira universal. (A violência) É uma situação de alta gravidade. Precisamos de uma resposta inteligente para proteger o espetáculo e o principal interessado que é o torcedor – reforçou Walter Feldman, secretário-geral da CBF, na abertura da reunião.

Rômulo Reis, coordenador de Estádios e Segurança da Diretoria de Competições da CBF, adiantou que a entidade prepara uma ação sócio-educativa para orientar o público consumidor de futebol.

– Nossa proposta é a realização de uma campanha contínua nos diversos canais de comunicação durante todo os períodos das nossas competições, envolvendo todos os parceiros e atores que fazem parte do espetáculo – explicou. 

Promotor do Ministério Público do Ceará, Francisco Xavier, elogiou a proposta:

– A CBF tem muito poder para colocar as ações para funcionar. Às vezes, muito mais do que uma ação judicial – opinou. 

Gerente de Segurança da CBF, Hilário Medeiros, expôs todos os procedimentos adotados pelo seu departamento para garantir a lisura dos laudos exigidos nos regulamentos das competições e a execução dos planos de ação dos jogos por parte de federações, clubes e órgãos de segurança pública. 

– Todos os planos de ação de cerca de 1.900 jogos que organizamos no ano ficam arquivados em sistema de bancos de dados próprio e, em breve, ficarão disponíveis no site da CBF. Estamos caminhando também no sentido de estabelecer um calendário para o recebimento dos laudos, para que cheguem com prazos razoáveis. No primeiro semestre de 2017, apenas seis jogos tiveram portões fechados por falta de laudo em um universo de quase 900 jogos – explanou Medeiros. 

Presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, endossou o discurso da importância da integração dos entes de segurança envolvidos na realização do futebol no país: 

– Com a união de todos os órgãos de segurança faremos um espetáculo esportivo e de entretenimento muito melhor. A CBF estará sempre aberta para todo tipo de discussão que busque o melhor para o nosso futebol. Queremos o Ministério Público conosco. Basta um ofício, que sempre cumpriremos e tomaremos as iniciativas – concluiu Del Nero.

Participaram do encontro o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero; o secretário-geral, Walter Feldman; o diretor executivo, Rogério Caboclo; o diretor de Governança e Conformidade, André Megale; o diretor de Registro e Transferência, Reynaldo Buzzoni; o gerente de Segurança da CBF, Hilário Medeiros; presidente do STJD, Ronaldo Piacente; Procurador do STJD, Felipe Bevilacqua; os promotores Antonio Siufi (Ministério Público-MS), Paulo Castilho (MP-SP), Eduardo Paladino (MP-SC), Valberto Lira (MP-PB), Francisco Xavier (MP-CE), Olímpio Coelho (MP-BA), Domingos Sávio (MP-PA), Bruno Onofre (MP-DF), José Bispo (MP-PE), Ciro Expedito (MP-RJ), Glícia Viana (MP-RJ), Marcos Kac (MP-RJ), Diego Cordeiro (MP-GO); coronel Claucir Costa, representante do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares; e capitão do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Rubens Lacerda. 

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