Valeu, ídolo!

04/12/2017 às 12:05 | Assessoria CBF

Bate no peito, Zé Roberto: sua carreira é gigante!

Créditos: Arquivo CBF

O lindo ciclo chegou ao fim. Zé Roberto foi de jogador a lenda do futebol mundial. Aos 43 anos, o craque entrou em campo profissionalmente pela última vez na segunda-feira (27) para defender o Palmeiras-SP diante do Botafogo-RJ, na  penúltima rodada do Campeonato Brasileiro 2017. O derradeiro ato do atleta faz passar um filme na cabeça de todos que tiveram o prazer de acompanhar a gloriosa carreira de Zé. 

Qual lusitano não se recorda com brilho nos olhos daquele time de 1996, que ficou com o vice-campeonato do Brasileirão, e tinha Zé Roberto como um dos principais líderes? Foi justamente naquela temporada que o país começou a conhecer melhor o meia. Da Portuguesa-SP, José Roberto da Silva Júnior foi direto para o Real Madrid-ESP. Paralelamente a isso, seguia na Seleção Brasileira, onde teve a primeira chance em 1995, e foi convocado para defender a Canarinho na Copa das Confederações e na Copa América, ambas conquistadas pelo Brasil no ano de 1997. 

Após uma temporada na Espanha, voltou ao país de origem para defender o Flamengo-RJ. Nesta mesma época, foi para a primeira Copa do Mundo com a Seleção. O lateral foi o reserva de Roberto Carlos na campanha do vice-campeonato do Brasil. O bom futebol apresentado despertou o interesse da Alemanha e a diretoria do Real o negociou com o Bayer Leverkusen-ALE. E foi no país bávaro que o craque viveu o auge da carreira. 

Zé Roberto ficou quatro temporadas no Rubro-Negro de Leverkusen e conduziu o time a grandes campanhas, incluindo um vice-campeonato de Liga dos Campeões. Em 2003, acertou com o Bayern de Munique e foi campeão alemão nos quatro anos em que esteve no clube, faturou três Copas da Alemanha e duas Copas da Liga Alemã. O bom futebol rendeu a oportunidade de disputar a segunda Copa do Mundo da carreira, em 2006. Mesmo sem o título, Zé conseguiu se destacar, sendo o principal atleta da equipe, e apareceu na Seleção do Mundial eleita pela FIFA. 

Depois da Copa, voltou para o Brasil e defendeu o Santos-SP. Os alemães logo o quiseram de volta e o meia retornou ao Bayern. Zé defendeu ainda o Hamburgo e deixou a Europa para desfilar o bom futebol no Qatar, defendendo as cores do Al Gharafa. Com mais uma temporada de destaque, voltou ao Brasil em 2012 e jogou no Grêmio por três anos. Usando a camisa 10 do Imortal, ele foi a principal referência do clube no período e ganhou prêmios individuais. 

Aos 40 anos, Zé Roberto alcançou uma forma física de fazer inveja a qualquer garoto. Este ótimo condicionamento foi resultado de um empenho exemplar, moldando bem o profissionalismo do Atleta, assim mesmo, com A maiúsculo. Em janeiro de 2015, ele acertou com o Palmeiras e iniciou uma das melhores fases da carreira. Alternando como lateral-esquerdo e meio campista, virou ídolo da torcida alviverde rapidamente. Logo no primeiro ano com a camisa palestrina, liderou o time na conquista da Copa do Brasil. Na preleção da decisão, diante do Santos-SP, Zé pediu a palavra no vestiário e fez um discurso que inflamou os companheiros, onde afirmou: "O Palmeiras é grande!". Em 2016, teve mais uma grande temporada e foi muito importante na campanha que terminou o título do Campeonato Brasileiro. 

Zé Roberto, a CBF o parabeniza pela tão brilhante carreira. O torcedor brasileiro o agradece pelo ótimo serviço prestado. Valeu, Zé! 

Confira os números de Zé Roberto pela Seleção Brasileira:

ZÉ ROBERTO [1995 – 2006]
Nome: José Roberto da Silva Júnior
Nascimento: 06/07/1974, São Paulo (SP)
Posição: lateral-esquerdo, meio-campo.
Títulos: Copa América (1997, 1999), Copa das Confederações da FIFA (1997, 2005).
Estatísticas: 86 jogos: 59 vitórias, 18 empates, 9 derrotas. Gols: 6

Leia mais

Nossos patrocinadores